Parque municipal
Augusta - Prefeito Bruno Covas
Conheça o parque
Particularidades
FAUNA Foram registradas 21 espécies de aves silvestres sistematicamente distribuídas em 6 ordens e 12 famílias, sendo que a ordem com maior riqueza de espécies foi a dos Passeriformes (n=14; 66,67%). Com base nas listas de espécies ameaçadas consultadas (item 2.2), não foram registradas espécies ameaçadas de extinção no local. Porém, houve o registro de três espécies que podem vir a se tornar ameaçadas devido ao intenso tráfico a que são expostas, o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura), o carcará (Caracara plancus) e o periquito-rico (Brotogeris tirica). As guildas alimentares melhores representadas foram a dos animais insetívoros (33,33%) e dos onívoros (28,57%). Segundo Franchin e colaboradores (2009), áreas urbanas mais impactadas costumam apresentar alta porcentagem de animais onívoros mais generalistas e, também, animais insetívoros. Em áreas mais preservadas, onde a riqueza de espécies vegetais é maior e, consequentemente, a disponibilidade de alimento aumenta, é esperado que a diversidade de fauna e de guildas alimentares também seja maior. O local onde será implantado o Parque Municipal Augusta está inserido em uma área bastante urbanizada, por este motivo apresenta espécies comuns e menos exigentes. Entretanto, apesar da baixa riqueza de espécies, uma espécie observada é considerada endêmica para o Bioma Mata Atlântica, o periquito-rico (Brotogeris tirica). Além disso, registramos um casal de ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum) se reproduzindo e nidificando no ambiente mais vegetado. Este registro evidencia a importância da manutenção das áreas verdes urbanas para a conservação da fauna silvestre na cidade.
FLORA Destaca-se, no Parque Augusta, um bosque heterogêneo tombado pela Resolução 23/2004 do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo. Este bosque também é enquadrado como de preservação permanente pela Lei Municipal 10.365/1987, estando, ainda, os indivíduos arbóreos protegidos pelo Decreto Estadual 30.443/1989 que os considera patrimônio ambiental e imunes de corte.
No restante da área, onde se desenvolvia uma vegetação ruderal, foi implantado um amplo gramado, tendo sido mantidos os conjuntos arbóreos originais e criados setores com plantio de mudas de espécies arbóreas e ajardinamento. Um conjunto arbóreo composto por alfeneiro (Ligustrum lucidum), jambolão (Syzygium cumini), sagu-das-molucas (Cycas circinalis) e tamareira (Phoenix sp.) destaca-se próximo à Rua Caio Prado por ser ornamental. Foi preservada também, uma figueira-mata-pau (Ficus luschnathiana), espécie hemiepífita que se enraizou em trecho do muro histórico original do imóvel à Rua Augusta. Inventário da Flora 2021
Bosque heterogêneo
Este bosque é tombado pela Resolução 23/2004 do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, bem como é enquadrado como de preservação permanente pela Lei Municipal 10.365/87, por “constituir bosque ou floresta heterogênea que forme mancha contínua de vegetação superior a 10.000,00 m2 (dez mil metros quadrados); por se localizar em região carente de áreas verdes e por proteger sítio de excepcional valor paisagístico, científico ou histórico”. Além disso, a vegetação arbórea do Parque é protegida pelo Decreto Estadual 30.443 de 1989 que a considera patrimônio ambiental e declara imunes de corte os exemplares arbóreos.
Neste bosque, estão presentes espécies arbóreas nativas pioneiras como canelinha- cheirosa (Nectandra megapotamica), figueira-mata-pau (Ficus luschnathiana) e tapiá- guaçu (Alchornea sidifolia), espécies frutíferas como grumixama (Eugenia brasiliensis) e pitangueira (Eugenia uniflora) e a palmeira-jerivá (Syagrus romanzoffiana).
No entanto, são as espécies arbóreas exóticas que predominam como aglaia (Trichilia havanensis), alfeneiro (Ligustrum lucidum), falsa-seringueira (Ficus elastica), falso-pau- incenso (Pittosporum undulatum), jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia), sibipiruna (Poincianella pluviosa var. peltophoroides) e tipuana (Tipuana tipu); frutíferas como abacateiro (Persea americana), amoreira-preta (Morus nigra), jambolão (Syzygium cumini), mangueira (Mangifera indica), nespereira (Eriobotrya japonica), uva-japonesa (Hovenia dulcis) e palmeiras como areca-bambu (Dypsis lutescens), palmeira-de-leque-da-china (Livistona chinensis), palmeira-seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), palmeira-washingtonia (Washingtonia sp.), tamareira (Phoenix sp.) e tamareira-das-canárias (Phoenix canariensis), além de gimnospermas como bunya-bunya (Araucaria bidwillii), cipreste (Cupressus sp.) e pinheiro (Pinus sp.).
Desta forma, no sub-bosque, encontramos indivíduos jovens de espécies nativas como alecrim-de-campinas (Holocalyx balansae), embaúba (Cecropia sp.), grumixama, ipê- amarelo (Handroanthus chrysotrichus), paineira (Ceiba speciosa), palmeira-jerivá, pitangueira e tapiá-guaçu mas, quantitativamente, são as mudas de espécies exóticas como abacateiro, alfeneiro, árvore-polvo (Schefflera actinophylla), cafeeiro (Coffea arabica), falso-pau-incenso, jambeiro (Syzygium jambos), mamoeiro (Carica papaya), nespereira, palmeira-de-leque-da-china e uva-japonesa que predominam.
Ainda no sub-bosque, ocorrem espécies herbáceas e arbustivas nativas como atroveram (Ocimum carnosum), calção-de-velha (Croton fuscescens), falsa-jurubeba (Solanum scuticum), maria-pretinha (Solanum americanum), além das exóticas dracena (Dracaena marginata), guiné (Petiveria alliacea), iúca (Yucca sp.), ocna (Ochna serrulata) e pau-d’água (Dracaena fragrans).
O solo do bosque encontra-se recoberto por densa serapilheira ou por populações de espécies forrageiras adaptadas às condições de sombreamento como capim-palmeira (Curculigo capitulata), espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), maranta-cinza (Ctenanthe setosa), trapoeraba (Tradescantia fluminensis), trapoeraba-roxa (Tradescantia zebrina) e samambaias. A presença da serapilheira e o solo protegido por vegetação são condições bastante favoráveis e necessárias à manutenção dos processos ecológicos que sustentam o bosque e devem ser preservadas.
No bosque, são destaques pelo grande porte que sobressai ao dossel, um indivíduo com cerca de 1m de DAP (diâmetro do tronco a altura do peito) da espécie nativa ameaçada cedro-rosa (Cedrela fissilis), uma faveira (Peltophorum dubium) com DAP de cerca de 50cm e uma embaúba (Cecropia sp.) com cerca de 15m de altura. Dentre as exóticas, destacam-se indivíduos de bunya-bunya (Araucaria bidwillii), conífera de grande porte originária da Austrália e parente do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e o eucalipto (Eucalyptus sp.) que aromatiza as proximidades da casa do bosque na divisa com a PUC. Há ainda uma jaqueira (Artocarpus heterophyllus) escultural e uma bela população de monstera (Monstera deliciosa).
A proposta para o bosque prevê a preservação das mudas de espécies da Mata Atlântica como, por exemplo, alecrim-de-campinas, embaúba, jerivá, paineira e tapiá- guaçu, além de plantios de enriquecimento visando a diversificação da flora com espécies arbóreo-arbustivas nativas. Para tanto, as mudas de espécies exóticas com potencial invasor como o cafeeiro, falso-pau-incenso, nespereira, palmeira-de-leque- da-china e palmeira-seafórtia presentes no sub-bosque necessitam ser manejadas. Por outro lado, embora a frequência de árvores em fase de senescência seja alta no bosque, devido à proteção legal dos indivíduos arbóreos adultos, o plano de manejo deve estabelecer um programa de longa duração que preveja a substituição paulatina das espécies exóticas por espécies nativas do Município de São Paulo, conforme vá ocorrendo a morte desses indivíduos.
Vegetação na área aberta a pleno sol
Nas frestas de piso e entre pedriscos e britas encontramos espécies herbáceas ruderais que caracterizam uma vegetação antropizada como carrapicho (Desmodium sp.), erva- de-santa-luzia (Euphorbia hirta), guanxuma–preta (Sida rhombifolia), perpétua-do- campo (Alternanthera tenella), pulguinha (Talinum paniculatum), diversas Asteraceae como arnica-do-mato (Porophyllum ruderale), picão (Bidens pilosa), serralha (Sonchus oleraceus), Tridax procumbens e Poaceae como braquiarão (Urochloa brizantha), capim-colonião (Megathyrsus maximus), grama-coreana (Zoysia matrella) e pastinho- de-inverno (Poa annua), além de espécies fugidas de cultivo como boldo-gambá (Plectranthus sp.).
Ainda, nessa área, encontram-se, desenvolvendo espontaneamente, espécies arbóreas como as nativas pioneiras aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia) e tapiá-guaçu, assim como uma figueira-mata-pau (Ficus luschnathiana), espécie hemiepífita que se enraizou em trecho do muro histórico original do imóvel. Abundantes são as mudas de espécies exóticas de comportamento invasor como alfeneiro, amoreira-preta, ipê-de- jardim (Tecoma stans), jacarandá-mimoso e jambolão que deveriam ser objeto de ações de manejo.
Por outro lado, setores junto à Rua Augusta, à Rua Marquês de Paranaguá e à Rua Caio Prado receberam plantio de mudas de espécies como ipê amarelo (Handroanthus chrysotrichus), ipê-roxo (Handroanthus cf. heptaphyllus), mirindiba-rosa (Lafoensia glyptocarpa), pau-brasil (Paubrasilia echinata), quaresmeira (Pleroma granulosum), sabão-de-soldado (Sapindus saponaria) e sibipiruna.
Um conjunto arbóreo composto por alfeneiro, jambolão, sagu-das-molucas (Cycas circinalis) e tamareira (Phoenix sp.) destaca-se próximo à Rua Caio Prado por ser ornamental.
Como proposta para o paisagismo e ajardinamento dessa área a pleno sol, considerando que ambientes de campo são ecologicamente tão importantes quanto às florestas e visando reconstituir a fisionomia dos Campos de Piratininga, vegetação original sobre a qual a cidade de São Paulo se expandiu, seria interessante priorizar o uso de espécies campestres da flora nativa do município. Esse projeto deveria contemplar e superar as importantes funções atualmente desempenhadas pelas espécies subespontâneas braquiarão e capim-colonião que oferecem alimento para a fauna local, objetivando ampliar esses benefícios, por exemplo, propiciando a diversificação das espécies que possam vir a desempenhar essa, além de outras funções, o que favoreceria a atração de novas espécies da fauna para o local.
Além disso, a diversificação biológica, tanto no bosque como nas áreas abertas, em longo prazo, favoreceria a redução da disseminação da hemiparasita erva-de- passarinho, bastante presente nas copas das árvores, e das espécies invasoras.
Infraestrutura
O Parque Augusta tem aproximadamente 23.000 m² com vegetação significativa e valores históricos. Espaços como caminhos e passeios, playground inclusivo, cachorródromo, equipamentos de ginástica, sede administrativa, sanitários públicos, arquibancada, deck elevado para apresentações e eventos, trilha, redário e área para prática de slackline. A trilha do parque tem uma extensão de 731m.
Possui áreas de manejo e compostagem, além de uma estrutura de serviços e apoio para a administração.
O projeto foi pensado de acordo com os parâmetros definidos no Plano Diretor, que determina uma Taxa de Permeabilidade mínima de 90%, ou seja, somente 10% da área do parque pode ser impermeabilizada.
HISTÓRICO
Em 06.04.2019 ocorreu a assinatura do termo de transferência do terreno da rua Augusta onde será construído o Parque Augusta com as presenças do Prefeito Bruno Covas, do Promotor Público Sílvio Marques, das construtoras Setin e Cyrela e representantes das entidades que lutaram pela viabilização do espaço,
Com a assinatura da escritura, a empresa doadora da área do Parque fez a contratação do Projeto Básico e Executivo do espaço, que deverá ter como base o Estudo Preliminar. O Estudo Preliminar para implantação do Parque Augusta foi desenvolvido por DIPO – CGPABI (Divisão de Implantação, Projetos e Obras da Coordenação de Gestão de Parques e Biodiversidade Municipal) entre os anos de 2017 e início de 2019 com base em 4 projetos apresentados pela sociedade civil, moradores da região e pelos movimentos em prol da sua implantação, cujo conteúdo foi sintetizado em um único desenho, o ‘Projeto Síntese’, que organizou as ideias e aspirações deste grupo para com o parque.
Mais informações
Como chegar
107T-10 – Metrô Tucuruvi / Terminal Pinheiros
N307-11 - Terminal Parque Dom Pedro II / Terminal Pinheiros
7181-10 Cidade Universitária / Terminal Princesa Isabel
908T-10 - Terminal Parque Dom Pedro II / Butantã
930P-10 - Terminal Parque Dom Pedro II / Terminal Pinheiros
METRÔ: O parque dista 820 m (11min a pé) da Estação Higienópolis-Mackenzie, linha 4 amarela.
Da Estação Anhangabaú dista 1,38 km (19 min a pé), linha 3 vermelha.
+ Informações: www.sptrans.com.br
Portões
Portão 1: Rua Caio Prado, 232.
Portão 2: Esquina da Rua Augusta com Rua Caio Prado.
Portão 3: Rua Augusta, 200.
O bairro
O bairro surgiu com o nome de Villa América em 1890, do loteamento de propriedades rurais, como: a chácara Água Branca, chácara dos Pinheiros e sítio Rio Verde. Todas pertenciam ao Dr. José Oswald Andrade, pai do escritor paulista Oswald de Andrade.
Horácio Belfort Sabino, também, possuía uma extensa gleba de terra nas extensões do atual bairro de Cerqueira César. Era casado com América Milliet - filha de Afonso Augusto Milliet - razão do nome do bairro vizinho ser Jardim América. Ele construiu, em 1902, sua residência projetada pelo arquiteto Victor Dubugras , onde encontra-se, atualmente, o Conjunto Nacional. Coincidentemente seu neto e bisneto de Cesário Cecílio de Assis Coimbra, Horácio Sabino Coimbra - descendente, por seu pai Cesário de Lacerda Coimbra, do Barão de Arary e do Barão de Araras - foi casado na família Cerqueira César, com Maria Yolanda Cerqueira Cesar.
Anos antes houve a inauguração do Parque Trianon e da Avenida Paulista, via destinada a construção de imóveis horizontais de alto-padrão, tendo seu crescimento ligado à evolução da mesma. Assim como Pinheiros e Consolação, bairros vizinhos, tornou-se um tradicional bairro da classe média alta paulistana. Em 1938 tornou-se subdistrito da capital. Seu nome é uma homenagem ao ex-vice-presidente do Estado de São Paulo Dr. José Alves de Cerqueira César.
Conselho Gestor
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.
Você também pode consultar as ATAS do Conselho Gestor deste parque.
CONSULTE AQUI O REGULAMENTO DO PARQUE.
Portaria Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - SVMA Nº 38 de 21 de Maio de 2024
Medidas preventivas frente aos eventos climáticos extremos nos Parques Naturais Municipais e Parques Urbanos Municipais.
Gestão e documentos
Encontre o parque
Localização
Rua Augusta, 344 - Consolação